2004.
Ano já mais pra lá da metade.
Faço balanços e me balanço
no embalo de um afeto antigo
que se redesenha
como talvez o amor chegando
ou voltando.
Como o amor que sempre esteve aqui,
ao lado
e me metia medo porque estava
perto demais.
Pera lá!
Eu com medo?
Justo EU? A Magrelinha do Amor Sem Medo?
Sim... Confesso...
Tem medos que andei driblando
sem perceber, mas que haviam...
Medo do homem que chegasse
e me oferecesse, sincero, tudo o que preciso.
Esse, me parecia fácil demais
(difícil era encarar)
Quatro anos atrás, eu o deixava ir
aos poucos, convencida pela sedução de outro
que me trazia mistérios,
problemas, obstáculos a vencer...
Não, não era só o desafio que me atraía
Eu realmente me apaixonei.
Ou me deixei apaixonar
por aquela voz segura que dizia,
mesmo antes de eu sentir:
"Você já me ama. Só não diz.
Mas está louca pra dizer"
Era petulância. E eu gostava.
Gostava da provocação.
E era verdade. Eu estava louca pra isso.
Pra viver um grande amor.
E mergulhei nesse, que me cercava
que se "ocupava" de mim, diariamente.
Fui conquistada de um jeito "ímpar"
sem dúvida.
Mas o tempo foi cruel e revelador
Coisas que já não quero lembrar
Nem falar, nem escrever.
É que tem gente que se ocupa mais de conquistar
do que conservar o que é seu
Aí, quando perde, quer de volta e nem sabe o quê
E a gente fica com aquela impressão
de que talvez nada tenha sido real
apenas um sonho.
Bom e ruim,
Maravilhoso e quase pesadelo...
2004 me trouxe a luz da verdade:
a tal da qual eu tinha medo.
Comecei o ano certa de que os últimos
três anos e meio tinham sido ilusão.
Foram não. Coisas reais aconteceram.
Coisas boas e terríveis.
Coisas que guardo e outras, deleto.
Mais uma vez fui convencida
a investir. A correr atrás...
Correr atrás de alguém que,
me tendo inteira, ainda queria mais.
De mim, e de outros também.
Não guardo ódios. Teria motivos.
Mas me nego a guardar.
Porque nunca nego as coisas boas que vivi.
Nunca cuspo no prato em que comi
(ou fui bem comida...rs...)
E é exatamente nesse momento, em que me volta
o bom humor de antes,
que eu percebo que estou livre.
Que estou de volta a mim mesma.
E de repente, dou de cara com ele:
esse cara que me esperou esse tempo todo.
Me querendo, me amando em silêncio,
chorando a minha ausência -
que foi sincera de minha parte
porque amei totalmente o outro -
mas descobri que vivia algo
que era concreto, pra mim
e fantasia, pra ele -
e este homem, ainda jovem, forte e disposto
me diz: "Quer saber? Meu amor, hoje,
é ainda maior"!
Me diz como resistir?
Quando ele me toma nos braços
e lembra de todos as minhas manhas
o que me assanha
e o que me tira do chão
e me joga nas nuvens
e me faz mulher de um jeito...
que só mesmo muito amor
que só mesmo o destino
que só mesmo
amar
sem medo
e ver no que dá!
Ano já mais pra lá da metade.
Faço balanços e me balanço
no embalo de um afeto antigo
que se redesenha
como talvez o amor chegando
ou voltando.
Como o amor que sempre esteve aqui,
ao lado
e me metia medo porque estava
perto demais.
Pera lá!
Eu com medo?
Justo EU? A Magrelinha do Amor Sem Medo?
Sim... Confesso...
Tem medos que andei driblando
sem perceber, mas que haviam...
Medo do homem que chegasse
e me oferecesse, sincero, tudo o que preciso.
Esse, me parecia fácil demais
(difícil era encarar)
Quatro anos atrás, eu o deixava ir
aos poucos, convencida pela sedução de outro
que me trazia mistérios,
problemas, obstáculos a vencer...
Não, não era só o desafio que me atraía
Eu realmente me apaixonei.
Ou me deixei apaixonar
por aquela voz segura que dizia,
mesmo antes de eu sentir:
"Você já me ama. Só não diz.
Mas está louca pra dizer"
Era petulância. E eu gostava.
Gostava da provocação.
E era verdade. Eu estava louca pra isso.
Pra viver um grande amor.
E mergulhei nesse, que me cercava
que se "ocupava" de mim, diariamente.
Fui conquistada de um jeito "ímpar"
sem dúvida.
Mas o tempo foi cruel e revelador
Coisas que já não quero lembrar
Nem falar, nem escrever.
É que tem gente que se ocupa mais de conquistar
do que conservar o que é seu
Aí, quando perde, quer de volta e nem sabe o quê
E a gente fica com aquela impressão
de que talvez nada tenha sido real
apenas um sonho.
Bom e ruim,
Maravilhoso e quase pesadelo...
2004 me trouxe a luz da verdade:
a tal da qual eu tinha medo.
Comecei o ano certa de que os últimos
três anos e meio tinham sido ilusão.
Foram não. Coisas reais aconteceram.
Coisas boas e terríveis.
Coisas que guardo e outras, deleto.
Mais uma vez fui convencida
a investir. A correr atrás...
Correr atrás de alguém que,
me tendo inteira, ainda queria mais.
De mim, e de outros também.
Não guardo ódios. Teria motivos.
Mas me nego a guardar.
Porque nunca nego as coisas boas que vivi.
Nunca cuspo no prato em que comi
(ou fui bem comida...rs...)
E é exatamente nesse momento, em que me volta
o bom humor de antes,
que eu percebo que estou livre.
Que estou de volta a mim mesma.
E de repente, dou de cara com ele:
esse cara que me esperou esse tempo todo.
Me querendo, me amando em silêncio,
chorando a minha ausência -
que foi sincera de minha parte
porque amei totalmente o outro -
mas descobri que vivia algo
que era concreto, pra mim
e fantasia, pra ele -
e este homem, ainda jovem, forte e disposto
me diz: "Quer saber? Meu amor, hoje,
é ainda maior"!
Me diz como resistir?
Quando ele me toma nos braços
e lembra de todos as minhas manhas
o que me assanha
e o que me tira do chão
e me joga nas nuvens
e me faz mulher de um jeito...
que só mesmo muito amor
que só mesmo o destino
que só mesmo
amar
sem medo
e ver no que dá!

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