Não.
Eu nunca tive medo de amar
Sempre quis que o sentimento me vencesse
me tomasse
como um homem sedento que volta da prisão
como um furacão que não se consegue deter
nem prever, nem fugir
Mas e o desamor?
Eu contava com ele?
É.
Alguns amores são como guerras
Saimos devastados
Em ruínas...
Mas a única coisa que não se quer
é ver o outro como inimigo
como carrasco
Como o que passa e zomba
porque suas cidades foram reconstruídas
e a gente ainda está lá
atônita, caída no chão
Se hoje tenho medo?
Não.
Tenho frio.
Tenho fome.
Hoje sou eu a prisioneira
contando os dias
pra star solta outra vez
e correr, de novo, e sem medo
cada risco que o amor carrega
inclusive o da decepção.
Eu nunca tive medo de amar
Sempre quis que o sentimento me vencesse
me tomasse
como um homem sedento que volta da prisão
como um furacão que não se consegue deter
nem prever, nem fugir
Mas e o desamor?
Eu contava com ele?
É.
Alguns amores são como guerras
Saimos devastados
Em ruínas...
Mas a única coisa que não se quer
é ver o outro como inimigo
como carrasco
Como o que passa e zomba
porque suas cidades foram reconstruídas
e a gente ainda está lá
atônita, caída no chão
Se hoje tenho medo?
Não.
Tenho frio.
Tenho fome.
Hoje sou eu a prisioneira
contando os dias
pra star solta outra vez
e correr, de novo, e sem medo
cada risco que o amor carrega
inclusive o da decepção.

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