22.8.02

No sábado 17, chega M. Querendo me fazer sorrir... E faz. Ela é engraçada, alto astral. Está de bem com a vida, apesar de ter acabado de levar uma rasteira parecida com a minha. Brincamos com os cachorros e observamos a Branquinha. Ela não está bem... Parece noutro mundo. Nada que a gente faça parece animá-la. Resolvo voltar no domingo, contra a minha vontade, pra levá-la ao veterinário... Faço isso. E de lá pra cá a bichinha só piora. Se entrega ao desânimo. Segunda faço mil e um exames, os veterinários estão observando esperando os resultados com expressões horríveis, me dá medo.Mando um email pra T. queria na verdade contar o que está acontecendo dividir com ela o meu pânico... mas dividir COM QUEM??? Quem é ela hoje, depois da lua de mel temperada à teatro Grego? Quem é ela, que sequer me ligou pra dizer que não ia acreditar, NÃO, naquele absurdo porque me conhece como ninguém... Quem é ela que sequer me escreve pra dizer que chegou bem, pra contar do concurso... Como a outra queria, deve ter virado uma estranha... E eu, enfraquecida e cansada, não tenho forças sequer pra esperar um gesto de saudade.